O futuro é do voluntariado e do desapego material, afirmou Frei Jaime Bettega

26 de abril de 2019
O futuro é do voluntariado e do desapego material, afirmou Frei Jaime Bettega

Reunindo 220 pessoas, a palestra “Compaixão em tempos de transformação”, com o frade capuchinho e fundador do projeto Mão Amiga, Frei Jaime Bettega, foi promovida pela ADCE Caxias do Sul na noite de 25 de abril, na CIC Caxias. O presidente Darci De David deu as boas vindas aos presentes, seguido pelo depoimento da coordenadora do Banco de Perucas do Hospital Geral, Clementina de Marco Giacomelli, no momento aberto para as entidades apoiadas pela ADCE. Após, houve o momento de reflexão proporcionado pelo orientador espiritual Frei Álvaro Morés.

Frei Jaime Bettega iniciou a palestra falando sobre a importância de saber ouvir o outro, que essa compreensão é parte essencial de qualquer mudança em cada um de nós. O palestrante questionou aos presentes quais valores são carregados como sonho e esperança. Ainda, pontuou que a realidade passa pelo grifo do olhar, e é essencial perceber que ninguém tem um olhar igual ao outro. 

Segundo ele, a vida é o maior evento e precisamos buscar o verdadeiro propósito de viver. “A busca mais intensa é a felicidade.” Também, o frei explicou como o individualismo advém da cultura de sobrepor o material em detrimento do humano. Ser ganancioso e acumular é muito comum, a ponto da maioria sonhar apenas em ter muitas coisas. “O individualismo e a indiferença têm empobrecido as pessoas e tirado o sentido de viver, assim como o abuso da tecnologia. A solidão será a grande pobreza dos próximos tempos”, afirmou.

As próximas gerações não terão apego material e farão do voluntariado o novo normal. “O sonho é que todas as pessoas e organizações tomem consciência da sua respectiva responsabilidade social.” As sociedades serão melhores não apenas pela produção de bens e descobertas de novas tecnologias, mas pela inovação social e pelo empreendedorismo social.

Frei Jaime então conceituou compaixão como sentir o sofrimento do outro e fazer algo para aliviá-lo. “É ter misericórdia, é ser sensível diante da dor alheia. A dor do outro é da minha responsabilidade também. Faz bem fazer o bem, porém de forma organizada.” O desejo do palestrante é que a compaixão inspire a arte de lidar com as pessoas, além de muitas ações sociais, principalmente na gestão das pessoas, e na formação de líderes humanizados e humanizadores. “Muito pode ser feito quando o amor humano não se acomoda”, finalizou. Para encerrar, convidou a todos para apreciarem uma canção de Pe. Zezinho e convidou Frei Álvaro para, juntos, darem a bênção final ao público participante.

Na noite do evento foram arrecadados 120 quilos de doações para o Banco de Alimentos de Caxias do Sul. Ainda, foi realizada a Feira da Solidariedade, divulgando parceiros da ADCE Caxias do Sul.


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